domingo, 30 de abril de 2017

Livre não sou, mas quero a liberdade.


Livre não sou, que nem a própria vida 

Me consente. 


Mas a minha aguerrida 


Teimosia 


É quebrar dia a dia 


Um grilhão da corrente.


Livre não sou, mas quero a liberdade. 


Trago-a dentro de mim como um destino. 


E vão lá desdizer o sonho do menino 


Que se afogou e flutua 


Entre nenúfares de serenidade 


Depois de ter a lua!


Miguel Torga

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